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Município oportuniza capacitações gratuitas paras as mulheres  pato-branquenses

Desde 2015, o Projeto Ser Mulher atende, anualmente, centenas de mulheres oferecendo cursos em diversas áreas

 

Inclusão social, fortalecimento de vínculos e protagonismo. Esses estímulos, além da geração de renda, oportunizam mudanças sociais com integração e qualidade de vida – cenário presente em todas as oficinas do Projeto Ser Mulher. Desenvolvido desde 2015, pelo Município de Pato Branco, por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social, o Projeto atende, anualmente, cerca de 500 mulheres. A cada edição, oferece cursos em diversas áreas, como culinária, panificação, costura, patchwork, bordados em chinelo, artesanato, salão social, vasos de cimento, entre outras.

De acordo com a secretária municipal de Assistência Social, Anne Cristine Gomes da Silva, o projeto tem o objetivo de aprimorar o conhecimento das participantes, para que elas tenham maior facilidade de executar atividades informais que complementem a renda familiar e fortaleçam seu convívio com a família, bem como com a sociedade, estimulando suas habilidades e potencialidades com a oferta de vários cursos e oficinas.

“É possível perceber que o Ser Mulher age de forma muito positiva na vida das mulheres, pois eleva a autoestima das participantes, propiciando autonomia e o protagonismo, tendo em vista que elas passam a sentir-se mais seguras diante de situações que a vida apresenta. Logo, o desenvolvimento dos cursos e oficinas são importantes ferramentas para que a política da assistência social leve informações, orientações sobre diversas temáticas  e oportunize mudanças de vida”, ressaltou Anne.

As participantes

A moradora do Vila São Pedro, Sirlei Brito da Silva, está participando da oficina de “vaso em cimento” e aprova a experiência. “Estou adorando aprender, pois além de serem muito bonitos, os materiais utilizados são baratos e fáceis de comprar. Já recebi até encomendas e estou vendendo as peças”, comemorou.

Juciliane da Rocha, moradora do Bairro São João, já havia realizado o curso de “panificação” e, agora, está participando do curso de “confeitaria”. “Eu gostei muito de aprender e quis continuar minha formação, tendo em vista que o curso de confeiteiro, para mim, era um sonho, eu queria muito fazer, mas não tinha condições de pagar por ele”, contou.

Para ela, a participação no projeto está sendo válida. “Estou muito feliz, porque o que aprendo aqui, posso aplicar tanto para o bem-estar da minha família, quanto para gerar renda. Estou adorando”, disse a aluna.

Sueli Leonel de Oliveira, residente no Bairro Fraron, cursa a oficina de “corte e costura”, nível 3, e já mostra, com orgulho, o vestido que cortou e costurou sozinha. “Sempre quis aprender a costurar e participei das aulas desde o início. Agora, me sinto preparada para ir em busca de uma vaga no mercado de trabalho”, contou Sueli.

A professora do curso de “vasos em cimento”, Maria de Fátima Toldo, conta que aprendeu a técnica através de cursos pela Internet. “Me sinto muito bem em poder compartilhar os conhecimentos e acompanhar o progresso das alunas, que são bastante interessadas e dispostas a aprender. Isso me deixa muito satisfeita e realizada, principalmente em ver que algumas já estão comercializando os vasos e garantindo uma renda”, afirmou a professora.

Acolhendo as imigrantes

As acadêmicas do curso de Nutrição da Faculdade de Pato Branco (FADEP), Sara Kapazi e Danielli Hrehorovitch ,são responsáveis pelo projeto do curso de Culinária para Haitianas e explicam que a intenção é explanar sobre a higienização, tanto pessoal  quanto dos alimentos e do ambiente onde a comida é preparada, bem como, produzir receitas saudáveis utilizando os produtos mais comuns na culinária brasileira, principalmente as frutas e vegetais.

“Organizamos o curso contemplando as boas práticas da cozinha, aliadas a receitas gostosas e nutritivas, aproveitando, também, para familiariza-las com o nome dos alimentos na língua portuguesa. É muito bom poder aplicar os conhecimentos adquiridos em sala de aula em um Projeto que ajuda a mudar tantas realidades”, contou a acadêmica Sara Kapazi.

A haitiana Elnie PolyniceLosier conta que uma das intenções ao participar da capacitação foi conquistar uma vaga no mercado de trabalho. “Além de aprender as boas práticas da cozinha, nas aulas também posso melhorar meus conhecimentos na língua portuguesa e isso me ajudará a estar melhor preparada ao buscar emprego“, disse ela.

Os cursos

Atualmente, os cursos ofertados pelo Ser Mulher são: bordado em chinelo, crochê, pintura em tecido (iniciantes), mosaico, patchwork, vasos de cimento, informática, panificação, confeitaria, culinária para haitianas, costura (Nível I, II e III), ginástica, salão de beleza (básico e avançado), artesanato em reciclagem, confecção de sabão, zumba.

As vagas para os cursos são limitadas e as inscrições seguem enquanto houver disponibilidade nas turmas. Inicialmente, o público-alvo são mulheres com idade acima de 18 anos, inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico), do Governo Federal, porém, as vagas remanescentes, são preenchidas pelas demais pato-branquenses interessadas.

Outras ações voltadas às mulheres

Além do Ser Mulher, a Secretaria de Assistência Social também desenvolve o “Maria Maria” e o “Moça Bonita”. O primeiro é voltado para mulheres e o segundo para adolescentes, ambas, que viveram ou estão em situação de violência. A iniciativa proporciona um espaço de escuta, troca de vivências, informações, oficinas de trabalhos manuais, orientações e encaminhamentos à rede de atendimento local, por meio da atuação da equipe multidisciplinar do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS) – psicóloga, assistente social, educadora social e assessoria jurídica. Atualmente, cerca de 80 mulheres participam do projeto, que também tem o intuito de prepará-las para o mercado de trabalho.

O município desenvolve, também, o Projeto Eles que atende cerca de 70 homens da área de abrangência dos Centros de Referência de Assistência Social (CRAS), que participam do grupo de convivência, e mais de 200 homens em atendimento no Programa de Atendimento Integral a Família (PAIF). As principais atividades desenvolvidas pelo projeto são as rodas de conversa em parceria com as secretarias de Saúde e Meio Ambiente, Associação de Bairros, igrejas, entre outros. Em 2018, atendendo a solicitações, o Projeto também iniciou neste ano o curso de panificação para os participantes do projeto.

Atualmente está sendo ofertado para as crianças e adolescentes o Projeto Batucação, curso de fotografia, capoeira e Violoncelo. Para participar de qualquer uma dessas atividades, é necessário estar inscrito no CadÚnico. As atividades contemplam a faixa etária dos 09 aos 17 anos, dependendo da opção.

Mais informações

Para mais informações, basta ir até a Secretaria de Assistência Social, na Rua Teófilo Augusto Loiola, Bairro Sambugaro, ou através do telefone (46) 3225-5544.

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