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Município atende mais de 300 mulheres no projeto Ser Mulher

Encerramento dos cursos aconteceu nesta quinta-feira, dia 01, no auditório do Sesi/Senai

Na noite desta quinta-feira, dia 01, o Município de Pato Branco, através da Secretaria Municipal de Assistência Social, realizou o encerramento das atividades de 2016 do projeto Ser Mulher, com exposição dos trabalhos realizados e entrega de certificados às alunas que concluíram as oficinas. As participantes e suas famílias lotaram o auditório do Sesi/Senai, em um momento de confraternização. O evento contou com a presença, ainda, de lideranças locais, secretários municipais, representantes das entidades parceiras, instrutores e voluntários do projeto.

Desde 2015, a Secretaria Municipal de Assistência Social realiza o projeto Ser Mulher, que atende cerca de 350 mulheres com cursos que visam promover a inclusão social, capacitação para a geração de renda e mudanças sociais, com integração e qualidade de vida. “Daremos continuidade a este projeto tão importante, pois trabalha a autoestima, o empoderamento feminino, estimula o empreendedorismo e fortalece os vínculos familiares das participantes”, ressaltou a secretária municipal de Assistência Social, Anne Cristine Gomes da Silva.

Anne enalteceu, ainda, a participação de voluntários no projeto que, juntamente com as entidades parceiras, estão fazendo a diferença na sociedade. “A participação da comunidade é fundamental, pois fortalece o nosso projeto e demonstra mais um diferencial da nossa cidade, que é solidária e se preocupa com o próximo”, frisou.

Para o vice-prefeito Ivo Polo, iniciativas como o Ser Mulher, que estimulam o potencial e o talento das mulheres, representam qualidade de vida e inclusão social. “Se hoje este projeto possui mais de 300 alunas, é porque acredita nas pessoas e possui credibilidade, contando com profissionais qualificados que estão contribuindo na formação e aprimoramento de mulheres que poderão empreender ou garantir uma vaga no mercado de trabalho, buscando novas possibilidades também para as suas famílias”, reforçou.

Aprender e recomeçar (sempre)

Quem confirma a importância do projeto é Rosane Oss Emer, 46 anos, que pôde realizar o sonho antigo de aprender técnicas de salão de beleza, manicure, pedicure e maquiagem. Aliás, ela estava maquiada e com um penteado bonito, mostrando na prática o que aprendeu nas aulas.

“Eu estava num momento difícil da minha vida e o curso me motivou, fiz novas amizades e, além de aprender, ainda melhorei minha autoestima. O curso foi algo muito bom, aprendi muitas coisas e vou continuar buscando mais conhecimento, para no futuro montar o meu salão”, contou Rosane.

A dona de casa Salete Aparecida dos Santos, 54 anos, contou orgulhosa que havia feito as roupas que estava vestindo: uma camisa de botão florida, uma saia social até o joelho e o blazer preto que segurava. O que ela aprendeu no curso de corte e costura, já está sendo levado para a família, que está ganhando roupas novas, confeccionadas por ela, que ainda garante uma renda a mais.

“Antes do curso eu só fazia reformas, agora já faço peças completas, camisetas, calções, vou vestir toda a família. Nem tenho palavras para dizer como esse curso é bom. Eu amo o que eu faço, minha mãe era costureira e eu também sempre quis ser. Já não estou vencendo de tanta costura que está chegando para eu fazer em casa”, disse Salete, que também participou do curso de informática.

Neste ano, os cursos ofertados pelo Ser Mulher foram: salão social (cabelo, manicure, pedicure, maquiagem e sobrancelha), corte e costura (nível básico e avançado), costura artesanal, pintura em tecido, bordado em chinelo, artesanato com materiais recicláveis, confecção de geleias, crochê, tricô, informática, sabão artesanal, dança e ginástica. Além disso, também foi realizado o curso de costura básica para mulheres haitianas.

Direitos da mulher

Na ocasião, também foram expostos os trabalhos realizados pelo projeto Maria Maria, que atende mulheres vítimas de violência. Neste sentido, em 2015, foi realizada a 1ª Conferência Municipal dos Direitos da Mulher, marcando a criação do Conselho Municipal de Defesa dos Direitos Humanos da Mulher que, juntamente com a Secretaria Municipal de Assistência Social e demais entidades integrantes, tem fortalecido as ações voltadas ao empoderamento da mulher pato-branquense – entre os exemplos, ainda, está o projeto Ser Mulher.

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