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Prefeitura de Pato Branco mantém trabalho intensivo no combate ao mosquito Aedes aegypti

As últimas semanas demonstram o clima típico do verão pato-branquense, com frequentes pancadas de chuva, acompanhadas de muito calor. A combinação é perfeita para a proliferação do mosquito Aedes aegypti, que além da dengue é responsável pela transmissão de outros vírus, como o da febre amarela, chikungunya e zika vírus. Para que Pato Branco permaneça fora do risco de epidemias dessas doenças, o trabalho do Município, por meio da Vigilância Ambiental, é permanente. Contudo, a colaboração da população, recebendo os agentes e promovendo a limpeza dos imóveis, é fundamental.

O alerta é feito pelo médico veterinário e responsável pela coordenação dos trabalhos em Pato Branco, Wilson Braun. Segundo ele, os agentes de Combate a Endemias têm dificuldades em acessar parte dos imóveis, especialmente condomínios fechados, como é o caso dos prédios. “Os edifícios precisam de manutenção frequente nas lajes não cobertas e nos reservatórios de água. Normalmente, esses locais são de difícil acesso para inspeção do agente, o que dificulta as vistorias”, explica.

Outra situação destacada por Braun é a incidência de focos nos imóveis situados em toda extensão e proximidades da Avenida Tupi, nas regiões Norte, Sul e Centro da cidade. “Os imóveis dessas regiões são mais antigos e, logicamente, com maior necessidade de cuidados. Os empresários, moradores ou proprietários dos imóveis precisam redobrar o cuidado com a manutenção e limpeza de calhas, lajes, etc. Há também muitos terrenos em construção ou de difícil acesso”, destaca.

De acordo com Braun, a cada dois meses, 42.966 imóveis são vistoriados em Pato Branco. Contudo, em pontos estratégicos da cidade, como empresas, ferros-velhos, borracharias e cemitérios, são realizadas duas visitas ao mês. “Nestes locais, há um fluxo de materiais que são mais favoráveis a acumular água e, assim, tornam-se criadouros potenciais”, comenta.

Entre as atividades de rotina dos agentes, em Pato Branco, há a realização da pesquisa de focos. Essa pesquisa, de acordo com Braun, é realizada entre cinco e seis vezes durante o ano, abrangendo todos os imóveis da cidade. “Para cada 100 imóveis pesquisados no nosso município, há ao menos um criadouro com larva de Aedes aegypti”, informa Braun.

Viagem de férias

Como nesta época do ano a população costuma viajar de férias, inclusive para outros estados, Braun ressalta que é necessário ficar atento a qualquer sintoma das doenças transmitidas pelo Aedes aegypti, pois, ao retornar para Pato Branco, os vírus podem ser transmitidos para os moradores da cidade. “As principais vítimas da transmissão serão familiares ou colegas de trabalho mais próximos da pessoa infectada. Desta forma, é fundamental a atenção aos sinais clínicos. A procura rápida dos serviços de saúde para verificar anormalidades na condição de saúde poderá evitar que outras pessoas adoeçam”, pontua.

Recolhimento de entulhos

Em Pato Branco, o trabalho de combate ao Aedes aegypti também conta com o mutirão de limpeza nos bairros, executado de forma integrada entre as secretarias de Saúde e Meio Ambiente. Em 2017, foram recolhidas aproximadamente 5 mil toneladas de entulhos por meio dos mutirões.

O secretário municipal de Meio Ambiente, Nelson Bertani, ressalta que em 2017, além da coleta de entulhos, a Prefeitura notificou proprietários de 866 terrenos, visando a limpeza dos mesmos. “Em todas as notificações não cumpridas emitimos a multa e, após fazermos a limpeza, cobramos o valor do proprietário”, explica Bertani.

Bertani ressalta a importância da atuação da população para evitar a proliferação do mosquito transmissor da dengue, da febre amarela e da zika, mantendo casas e quintais livres de criadouros do mosquito. “Além de fazer a sua parte, nas suas casas, a população pode e deve denunciar quem deixa lixo em terrenos baldios, pois essa atitude expõe os moradores a doenças”, conclui. As denúncias podem ser feitas na Secretaria Municipal de Meio Ambiente, pelo 3220 – 1505.

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