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Município inaugura Teatro Victor Hugo Ribeiro, no CEU das Artes e do Esporte


O espaço, que fica junto ao CEU das Artes e do Esporte, é utilizado para realização de diversos eventos, programas sociais e, agora, homenageia o escritor Victor Hugo Ribeiro, que contribuiu de forma significativa com a cultura pato-branquense

O Município de Pato Branco, por meio da Secretaria Municipal de Educação e Cultura e da Secretaria Municipal de Assistência Social, juntamente com a família Ribeiro, inauguraram na última sexta-feira, dia 28, o Teatro Victor Hugo Ribeiro. O espaço, com capacidade de público para 120 pessoas, está situado junto ao CEU das Artes e do Esporte, e é utilizado em diversos projetos sociais, eventos, cursos e oficinas.

A estrutura do CEU em Pato Branco foi inaugurada em 2012 e, desde então, o teatro não possuía nome. A homenagem a Victor Hugo Ribeiro foi uma proposta do então vereador Enio Ruaro, com a lei 4.909, de 7 de dezembro de 2016, aprovada pelo Legislativo em virtude da atuação e representatividade que o homenageado possui em Pato Branco e região.

A história de Victor Hugo Ribeiro foi contada e interpretada pelo grupo de teatro do Rotary Club de Pato Branco. Os atores são adolescentes dos projetos sociais do CRAS Sudoeste e do CEU das Artes e do Esporte. O teatro: “Uma história de dedicação e compromisso social” foi realizado com o intuito de homenagear Victor Hugo, que atuou durante muitos anos através da entidade.

O vice-prefeito de Pato Branco, Robson Cantu, participou da inauguração e enalteceu a importância da valorização de pessoas como Victor Hugo. “A homenagem é mais que merecida, tendo em vista que ele deixou um legado de boas ações em nossa cidade. Victor Hugo conquistou seu espaço profissional e na sociedade, com respeito e dignidade, deixando inúmeros bons exemplos que ajudaram a construir a história de Pato Branco”, afirmou Robson.

O autor da lei que denominou o teatro, vereador Enio Ruaro, contou que a intenção foi eternizar a atuação de Victor Hugo em Pato Branco. “Ele nos deixou uma herança imensurável de boas ações. Fiquei muito satisfeito em ser o autor dessa lei que homenageia alguém tão importante e querido para nossa sociedade”, contou Enio.

Representando a família, o filho Victor, expressou sua opinião sobre a homenagem. “Meu pai estaria muito orgulhoso, porque este é exatamente o tipo de espaço em que ele acreditava. Um lugar onde acontece a promoção social através de ações dos mais diversos tipos, atendendo todas as pessoas e contribuindo para o crescimento e desenvolvimento dos cidadãos e da cidade”, pontuou Victor.

A secretária de Assistência Social, Anne Cristine Gomes da Silva, contou que a atuação de Victor Hugo é lembrada rotineiramente. “Ele fez tanta diferença em nossa cidade que até hoje é lembrado nos mais diversos círculos sociais. Esse teatro representa muito dele, pois é um espaço utilizado para oferecer atividades que fortalecem as famílias, mudando realidades, principalmente de crianças e jovens que estão aqui diariamente”, contou Anne.

A secretária de Educação e Cultura, Heloí Aparecida De Carli, disse que a atuação de Victor Hugo é um exemplo a ser seguido. “Nós sempre fazemos parte de alguma instituição e, diariamente, podemos nos doar para fazer a diferença, deixando de ser mais um anônimo na vida a passando a colorir a vida do outro, fazendo-o mais feliz”, ressaltou Heloí.

O coordenador do CEU das Artes e do Esporte de Pato Branco, Natan Bertol, afirmou que ter recebido este nome proporciona um desafio maior ao espaço. “Após a honra de realizarmos essa homenagem tão valorosa, nosso compromisso será o de promover muito mais. O nosso CEU não possui muros, estamos abertos a qualquer pessoa que quiser nos visitar ou participar de alguma atividade. Aqui, desenvolvemos muitos projetos, sempre pensando na inclusão dos nossos moradores”, disse.

A história do homenageado

Victor Hugo Ribeiro nasceu em 08 de setembro de 1935, no município de Camaquã, Rio Grande do Sul. Formou-se em Direito em 1968. Alistou-se no Serviço Militar, ficando por onze anos no Exército, chegando a 2º sargento. Ainda como estudante de Direito, em 1964 foi aprovado em concurso público do Banco do Brasil, exercendo suas funções em Guaira-RS, Porto Alegre-RS e Pato Branco-PR, até aposentar-se em 1984.

Como aposentado, dedicou-se ao jornalismo, tendo escrito para diversos jornais, como o Correio de Notícias de Curitiba, Folha de Londrina, O Estado do Paraná, Folha Regional e Diário do Sudoeste. Criou o prêmio AMSOP de jornalismo e prestou serviços ao Banco Regional de Desenvolvimento (BRDE) – Extremo Sul.

Casado com Alba Ribeiro e pai de Victor e Marcia Mendes Ribeiro, por décadas escreveu crônicas para jornais de Pato Branco, reunindo seus escritos nos livros: “O melhor de Boleslau”, com quatro edições. Sempre teve ativa participação na comunidade, colaborando com entidades assistenciais, clubes de serviços, entidades de classe, dentre outros.

Ajudou a fundar o Sindicato dos Bancários, a Liga Pato-branquense de futebol de salão, a Casa da Cultura de Pato Branco, a Associação Pato-branquense de Meio Ambiente e a Fundação Rotária de Pato Branco (FURP). Ingressou no Rotary Club de Pato Branco em janeiro de 1977. Foi presidente do clube e presidente da FURP, além de exercer diversas funções na entidade.

Foi professor de Direito Tributário e de Direito do Trabalho na antiga FUNESP, e deu aula de Português em outras entidades. Foi defensor do Esperanto, da criação do Estado do Iguaçu e membro da Academia de Letras e Artes de Pato branco (ALAP). Sócio Honorário do Clube Pinheiros e da Câmara Junior de Pato Branco. Foi agraciado com o título de Cidadão Honorário de Pato Branco e faleceu no dia 24 de setembro de 2013, em Pato Branco.

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