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Alunos e professores apresentam atividades da Maratona do Conhecimento

 

O Município de Pato Branco, através da Secretaria de Educação e Cultura, está apresentando os trabalhos da Maratona do Conhecimento realizados no ano letivo de 2016. Neste ano, o tema das atividades foi “Perfis da cultura local”, quando alunos e professores dos 4º e 5º anos revisitaram a trajetória de artistas pato-branquenses, de forma original.

As apresentações iniciaram nesta quinta-feira, dia 20, quando o homenageado foi o fotógrafo João Maria Alves de Paula. Amanhã, dia 21, será a artista plástica Maria Genoveva Argenton (in memorian) e no dia 26 de outubro, será a vez do escultor Sinésio Pereira Chueiri (Kalu Chueiri). As apresentações acontecem no Teatro Naura Rigon.

As 25 escolas municipais que estão participando das atividades foram divididas em três grupos, cada um deles dedicou-se a pesquisar a vida e obra de cada um dos artistas. Desta forma, os alunos da Rede Municipal de Educação conheceram personalidades que se destacaram na cidade e contribuíram de forma significativa para a construção da cultura e história local.

A secretária municipal de Educação e Cultura, Heloí Aparecida De Carli, lembra que a Maratona do Conhecimento acontece desde 2014, como proposta do Município para estimular a criatividade de alunos e professores, na construção do conhecimento. “A iniciativa oportunizou a aprendizagem significativa, tendo nos tablets educacionais uma ferramenta privilegiada de trabalho para as crianças e professores”, destacou Heloí.

Uma das atividades desenvolvidas pela professora do 5º ano da Escola Municipal União, Sandra Maria Duarte, foi a produção de poesia a partir da técnica do dadaísmo. “Foi muito gratificante ver os alunos apresentando os trabalhos que desenvolveram com tanto entusiasmo. As poesias foram fruto de todo um trabalho, tanto de pesquisa quanto de entrevistas que foram gravadas através dos tablets. Com o uso do equipamento eles também construíram uma linha do tempo e uma biografia, com fotos e vídeos” disse Sandra.

A professora então pegou uma fotografia de João de Paula e pediu para cada aluno escrevesse sobre ela a primeira palavra que pensasse. Após esses substantivos iniciais, eles utilizaram dicionários e buscaram sinônimos. Depois, procuraram adjetivos e, ao final, totalizaram 62 palavras que foram escritas em pedaços de papel, misturadas em um saco, retiradas aleatoriamente e coladas em grupos de quatro.

Ao final a professora repassou verbos, ensinou termos de ligação e mostrou como era possível fazer poesia. “Eles se empolgaram muito e, mesmo sendo tímidos, quiseram apresentar o que cada um construiu. Foi um trabalho lindo, que proporcionou muita interatividade, inclusive entre as turmas, pois quem aprendeu ensinou para os colegas”, contou a professora Sandra.

A aluna Jaqueline Victória Mateus Pkucha, do 5º ano da Escola União, participou da atividade e adorou o resultado. “Foi uma experiência diferente, pois eu nunca tinha escrito uma poesia. Gostei muito porque foi inusitado, pesquisamos e aprendemos diversas palavras novas para termos um conhecimento mais apurado do português”, disse Jaqueline.

Para Gustavo Chaga, aluno da mesma turma, a poesia foi uma descoberta. “Eu gostei muito dessa técnica de procurar palavras e montar frases que, inicialmente, parecem sem sentido, mas que depois ganham forma. Agora, com ajuda dos meus pais, estou fazendo poesia em casa com as fotos que temos”, explicou Gustavo.

A professora Laila Polo Mackievicz, do 4º ano da Escola Municipal Antônio Cadorin, realizou uma apresentação teatral baseada na história de João de Paula. “Inicialmente nós, professores, fomos conversar com o João de Paula, quando o conhecemos. Depois, realizamos todo um projeto interdisciplinar. Envolvendo conhecimentos de Geografia, abordamos onde ele nasceu, residiu e reside. Em História, estudamos a história dele e das cidades onde viveu. Em Ciências, visitamos um estúdio fotográfico e conhecemos o processo de revelação, entre outras atividades”, explicou a professora.

O aluno Davi Henrique Marcante Dias, do 4º ano da Escola Antônio Cadorin, que interpretou a trajetória de vida do fotógrafo João de Paula, contou que adorou todas as atividades. “Nós conhecemos a casa dele, as câmeras que ele tem na coleção e as fotos que ele já fez. Depois viemos para a Praça Presidente Vargas e tentamos recriar as fotos, fazendo um antes e depois, gostei bastante”, falou Davi.

O artista do dia, fotógrafo João de Paula, disse ter ficado emocionado. “Nunca imaginei um dia ver minha história contada nos palcos, por essas crianças, a piazada me surpreendeu. Foi lindo, não existe palavras para descrever o sentimento que tenho agora”, disse João de Paula, que visitou as escolas, foi entrevistado e apresentou seu trabalho para que os alunos pudessem desenvolver as atividades.

 

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