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Aulas de Skate promovem inclusão e aproximam pais e filhos em Pato Branco

As noites de quinta-feira são movimentadas no CEU das Artes e do Esporte. A quantidade e diversidade de público impressionam, pois cerca de 300 pessoas frequentam fielmente o espaço e participam das aulas de zumba, capoeira, ensaiam no coral italiano, jogam vôlei e praticam skate. Este último mobiliza não apenas seus adeptos: mães, pais, responsáveis e até os moradores da vizinhança reúnem-se no entorno da pista para assistir os meninos praticando o esporte.

O coordenador do CEU das Artes e do Esporte de Pato Branco, Natan Bertol, conta que a pista quase nunca fica vazia, mas nas quintas-feiras o fluxo é mais intenso. “Os meninos já chegam ao final da tarde, começam a andar e esperam pelo instrutor voluntário. Com ele, os jovens aprendem novas manobras, tiram dúvidas e praticam. É um momento familiar, pois muitos pais vêm junto, seja para realizar alguma das outras atividades ofertadas seja para assistir o treino dos filhos”, diz Natan.

O voluntário que ministra as aulas de skate éMarcos Paulo de Mello, o Caskão,que pratica a modalidade há muitos anos e resolveu compartilhar seus conhecimentos. Já na chegada, ele é recepcionado pelos meninos que aguardam ansiosos pelas aulas. “Aprender as manobras iniciais é o mais importante, porque depois eles mesmos podem buscar mais informações, então venho aqui, ensino, ajudo e, com isso, além de praticar um esporte, eles não ficam pelas ruas, expostos a perigos”, ressalta.

Marcos lembra que o esporte é um dos que mais cresce no mundo e, inclusive, há discussões para sua inclusão enquanto modalidade olímpica. “Nós, brasileiros, temos um compromisso com o skate, porque além de sempre sediarmos campeonatos, ainda temos representantes que conquistam mundiais todos os anos”, ressalta Marcos.

Para ele, o skate, assim como o esporte de forma geral, promove a inclusão dos jovens na sociedade. “Hoje, o grupo está organizado. Os alunos são cooperativos, deixaram de lado um pouco da rebeldia tão típica da idade e se tornaram mais sociáveis, o que refletiu até em suas casas”, salienta o instrutor.

Das manobras surgem boas lições

A mudança é sentida em casa, no convívio com os familiares, como explica Isabel Cristina Vieira, mãe de Eduardo Augusto Vieira da Silva, 11 anos. “Antes, ele era agitado, em alguns momentos até agressivo e, depois do início das aulas de skate aqui no CEU, melhorou de atitude no comportamento e até no desempenho na escola”, afirma.

Adriana Vanessa Girioli acompanha o filho Vitor Girioli Araújo, de 7 anos, em todas as aulas. “Com a minha vinda e participação, ele percebe que o incentivo. Aqui, ele e os colegas aprendem a se relacionar, a valorizar as pessoas. Enquanto meu filho pratica o esporte, sei que não está pelas ruas ou fazendo algo errado, pois está aprendendo e se desenvolvendo”, conta.

Ela acredita, ainda, que o esporte a aproximou do filho. “Agora, eu sei o que é shape, rolamento e até a diferença entre os tipos de skates, um profissional e um semi-profissional. Inclusive, quando vamos visitar amigos ou parentes em outras cidades, levo ele para andar nas pistas que existem nesses locais”, destaca Adriana.

A prática

Dianrie Matheus Teixeira, 13 anos, conta que o skate exige dedicação. “Faz dois anos que pratico o esporte. Conheci através de um programa de televisão, gostei e comecei a andar. Quando vejo uma nova manobra quero aprender e fazer também, estou sempre buscando melhorar”, diz.

Eduardo Augusto Vieira da Silva, 11 anos, lembra que conheceu o skate através de um membro da família. “Meu tio andava, me interessei e comecei a vir nas aulas. Agora, já sei fazer várias manobras. Eu quero seguir com o esporte e ser skatista”, afirma Eduardo.

Mais informações

No CEU das Artes e do Esporte, também há aulas de skate de segunda a quinta-feira, das 14h às 17h, com a instrutora Ellen Pacífico. Enquanto um grupo anda de skate, outro joga futsal e outro faz aulas de informática. A cada hora, os jovens mudam de atividade e, assim, desenvolvem diferentes aptidões. Para mais informações sobre as atividades desenvolvidas, basta ir até o CEU ou entrar em contato pelo telefone 3220-6032.

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