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Dia de Combate ao Feminicídio no Paraná é marcado por atividades em Pato Branco

Evento, promovido pela Prefeitura de Pato Branco, contou com grande presença de público

Foram realizadas nesta segunda-feira (22), no Largo da Liberdade, ações referentes ao Dia de Combate ao Feminicídio no Paraná, alusivo à morte da advogada Tatiane Spitzner, ocorrida em 22 de julho de 2018, em Guarapuava. O evento foi organizado pela Prefeitura de Pato Branco, por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social, em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde, Delegacia da Mulher de Pato Branco, Conselho Municipal de Defesa dos Direitos Humanos da Mulher (CMDDHM), CEU das Artes e do Esporte e Rotary Club de Pato Branco – Guarani. Além de centenas de mulheres, participaram do encontro, o prefeito, Augustinho Zucchi, o vice-prefeito Robson Cantu, a deputada federal, Leandre Dal Ponte, secretários municipais, vereadores e a imprensa.  

As atividades tiveram início com a palestra da delegada Franciela Alberton Biava, que falou sobre a “Violência contra a mulher e prevenção ao feminicídio”. Segundo ela, neste ano, foram registrados cinco casos de feminicídio na região – dois em Coronel Vivida, dois em Francisco Beltrão e um em Pato Branco. “Percebemos que as mulheres estão deixando de aceitar essa violência e denunciando seus agressores. Precisamos fortalecê-las para que entendam que a violência, que muitas vivem dentro de casa e acreditam que é normal, porque cresceram vendo o pai agredir a mãe ou o vizinho agredir a vizinha, não é normal e precisa ser combatida, porque muitas vezes o que começa com uma agressão verbal pode se tornar um feminicídio”, ressaltou.

A programação também contou com aula de Defesa Pessoal do policial rodoviário federal, Cléber Maurício Cavalli e apresentação teatral “27 Carros de Algodão”, do grupo Artífice de Teatro da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) – Pato Branco, que abordou a violência doméstica.

O prefeito Augustinho Zucchi enfatizou que o evento foi fundamental e demonstra respeito às mulheres que, independente da idade e classe social, precisam ser conscientizadas para não aceitarem nenhum tipo de violência. “Nossas mulheres devem ter uma vida digna e somos responsáveis por ajudá-las neste sentido. Nós, enquanto poder público, com o trabalho realizado pela Secretaria Municipal de Assistência Social, buscamos oferecer, cada vez mais, condições para que nossas mulheres tenham seu verdadeiro espaço na sociedade”, destacou.

A secretária municipal de Assistência Social, Anne Cristine Gomes da Silva Cavali, enalteceu o Conselho Municipal de Defesa dos Direitos Humanos da Mulher, criado pela gestão municipal atual. “Esse Conselho trouxe grandes avanços em Pato Branco, já que o trabalho precisa ser contínuo. O Dia de Combate ao Feminicídio se tornou um marco para o enfrentamento da cultura da violência e nós temos como papel levar orientações para nossas mulheres e auxiliá-las para que, em hipótese alguma, sejam vítimas do feminicídio”, salientou.

A coordenadora do CRAS Sudoeste, Luciana Copatti, enfatizou que o evento fortaleceu as mulheres para que saibam e busquem seus direitos. “Temos que trabalhar com essas mulheres guerreiras que, diariamente, lutam pelo seu espaço e conscientizá-las para que estejam atentas a qualquer manifestação de violência”, afirmou.

União de forças

A deputada Leandre Dal Ponte frisou que as mulheres necessitam colocar em prática o significado da palavra “sororidade” para combater o feminicídio e qualquer tipo de violência. “Precisamos nos colocar no lugar daquela pessoa e a sororidade é exatamente isso, a união e aliança entre mulheres, baseado na empatia e companheirismo, em busca de alcançar objetivos em comum. Mais do que punir os agressores, precisamos do protagonismo e autonomia das mulheres”, enfatizou.

Para o vereador Vilmar Maccari, presidente do legislativo de Pato Branco, o momento foi especial e demonstrou que a sociedade vem se sensibilizando pelas causas coletivas. “Todos que estão envolvidos aqui estão de parabéns. Nosso dever é inibir o feminicídio e sabemos que, através da conscientização de mulheres e de homens, conseguiremos reduzir esses números trágicos”, disse.

Bruna Gustmam, 21 anos, moradora do bairro Santa Terezinha, analisou que ter um dia para reflexões sobre o feminicídio é fundamental para que as mulheres busquem os seus direitos. “A discussão ainda é recente, mas acho extremamente necessário que essas informações cheguem a todas as mulheres, para que jamais tenham medo de denunciar um agressor ou se deixem levar pelo comodismo da dependência financeira ou emocional”, destacou.

Serli Marques do Nascimento, 57 anos, moradora do bairro Novo Horizonte, observou que antigamente as mulheres tinham vergonha de falar sobre o assunto e que muitas passavam a vida toda sendo agredidas. “Agora as mulheres têm a oportunidade de falar e não precisam mais se calar por causa do medo. Considero que temos que incentivar e ajudar umas as outras para que nenhuma mais morra por causa disso”, finalizou.

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